Drives vocais: Efeitos sonoros

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A técnica dos drives vocais sempre foi um assunto muito controverso no meio pedagógico vocal. Pois desde sempre muito se associou o uso dos drives aos abusos da voz e a constrições nocivas a saúde do cantor.

drives-vocais

Eu mesma muitas vezes declinei a atender alunos interessados em se aprofundar nesse assunto e conheci muitos outros excelentes professores de canto, que também se negavam a trabalhar esta técnica, pelo mesmo motivo que o meu: não tinham domínio sobre ela e especialmente por considerarem sua prática sem nenhum condicionamento específico, daninha ao material vocal.

No entanto somos testemunhas e ouvintes até hoje dos mais diversos “efeitos vocais” usados por cantores em todo o mundo, independente de seus estilos musicais.

Muitos oriundos do Blues e do gospel americano do início do século XX com seus “gritos de louvor” que inspiraram muitos artistas do rock e do Soul Music dos anos 50.

Elvis

Podemos citar nomes de várias escolas musicais distintas, que ainda hoje nos servem de referência, com os seus “rasgados vocais” cheios de identidade e expressão. Entre eles: Elvis Presley, o rei do rock nos anos 50, Ray Charles do soul music, o pop britânico do Beatles, o rock psicodélico de Janes Joplin, entre tantos outros.

Muitas vezes me fazem a mesma pergunta: Estes artistas se machucavam ao realizar manobras vocais, que soavam tão agressivas?

O que se sabe é que muitos realmente comprometeram seu material vocal por utilizarem esses efeitos sem nenhum controle ou cuidados essenciais para sua prática sem riscos a saúde da voz.

Mas muito se evoluiu no estudo dos drives. Hoje se tem a compreensão de que como em qualquer outra técnica, para serem feitos com destreza e sem nenhum dano vocal, exigem do cantor treino e condicionamento técnico e muscular, no que diz respeito aos princípios da técnica vocal propriamente dita.

Estes ajustes exigem do cantor o domínio  do apoio abdominal e o controle do “sopro sonoro” (força que se faz ao cantar), além de excelente controle sobre musculatura vocal, para que se possa diminuir ao máximo qualquer tensão ou ação esfinctérica muscular indesejada.

Portanto para o bom desenvolvimento da técnica é indispensável que o cantor tenha o acompanhamento de um professor com conhecimentos específicos de fisiologia da voz e dos mecanismos de acesso destes efeitos sonoros.

No vídeo abaixo uma entrevista com este, que é a meu ver, a maior sumidade no assunto Drives Vocais no Brasil, o professor e cantor Ariel Coelho.

Entrevista com o Professor Ariel Coelho

Referências:

WIKIPÉDIA: A enciclopédia livre, Google. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Rock> acesso 22 de novembro de 2015;

Yahoo! Groups Brasil – Preparação Vocal. Disponível em:https://br.groups.yahoo.com/…/prepar…/conversations/messages;

Vocal Pop, site voltado para músicos, amantes de técnica vocal e aspirantes. Texto postado por Sávio Aves. Disponível em: <http://www.vocalpop.com.br/…/o-estudo-do-drive-com-ariel-co…> acesso em 23 de novembro de 2015;

Cifra Club – Canal do Youtube- Como Cantar Drives – Saúde Vocal/Efeitos e Ornamentos Vocais (aula 2). Disponível em: acesso em 23 de novembro de 2015.

 

 

 

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