Mecanismo do manejo respiratório: Escolas nacionais de canto

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Boa parte do que se encontra a respeito das Escolas Nacionais de Canto, faz citação do estudo realizado por Richard Miller em sua publicação English, French, German and Italian: Techniques Of Singing.

Fiz abaixo uma pequena resenha do que encontrei sobre três das principais escolas estudadas por ele: Escola Italiana, Escola Alemã e Escola Francesa.

ESCOLA ITALIANA

A Escola Italiana possui grande uniformidade em relação ao manejo da respiração. O “Appogio” (apoio) pode ser definido como uma combinação de respiração esterno-intercostal diafragmática-epigástrica. A técnica do apoio é realizada pela postura bem mantida do tórax.

Esta escola opõe-se ao sistema de abaixamento do esterno e da caixa torácica, bem como a fixação das costelas ou do diafragma (conceitos da Escola Alemã), pois considera a respiração baixa e a pressão abdominal para fora contrárias ao processo funcional.

pavaroti“o tenor italiano Luciano Pavarotti era o único tenor no mundo que conseguia executar nove “Dós de peito”. Seus fãs mais assíduos gostavam de cronometrar o famoso e longo dó de Pavarotti. O mais longo durou 13 segundos, em uma apresentação de “Il Trovatore”, de Verdi.” Blog Jornal Folha de Negócios.

 ESCOLA ALEMÃ
A técnica da respiração baixa é a principal característica da escola germânica. Vários sistemas de respiração são utilizados, como a expansão dorsal abaixada, a contração glúteo-pélvica, a fixação baixa do diafragma, a barriga distendida e a distensão abdominal mais baixa.
A técnica da contração glúteo-pélvica é usada como meio para alcançar o suporte respiratório (Atemstütze), pois consideram que a fonte de controle muscular está muito abaixo no tronco. Para isso, recomenda-se que a pélvis esteja inclinada levemente para frente juntamente com uma tensão glútea.
A respiração e o apoio são mantidos na cintura, ou mesmo abaixo desta, a coluna de ar mais aprofundada que fixada ou colocada, com bastante participação dos músculos do ventre na expiração.
 ESCOLA FRANCESA

A maior parte da Escola Francesa é comprometida com a respiração natural, que utiliza o mesmo manejo respiratório para a fala e o canto. Comumente é sugerido que assim como não se pensa em respirar para falar, não de se deve pensar em respirar para cantar.

A atenção é direcionada a critérios musicais, na crença de que a frase em si mesma ditará o controle da respiração. A respiração deve permanecer instintiva, uma vez que o ato da respiração funciona automaticamente bem. Os estudantes nesta escola são exortados a relaxarem e a manterem a boa postura, mas raramente direcionados a procedimentos mais específicos.

Referências Bibliográficas:

QUEIROZ, A. A. Canto Popular: Pensamentos e Procedimentos de Ensino na Unicamp, 2009. 176.f. Dissertação (mestrado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Artes, campinas. 2009.

MILLER, Richard. National schools of singing: english, french, german, and italian techniques of singing revisited. Lanham, Maryland: Scarecrow Press, 2002.

Blog Jornal Folha de Negócios: “10 Curiosidades Sobre Luciano Pavaroti”. http://jornalfolhadenegocios.blogspot.com.br/2012/09/10-curiosidades-sobre-luciano-pavarotti.html.

Veja também:

http://vozteoriaepratica.com.br/respiracao-para-o-canto-2/

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